Aldo Bizzocchi (*)
Como todos sabem, o ensino de literatura portuguesa e brasileira faz parte do currículo escolar de primeiro e segundo graus e o conhecimento dessas literaturas é exigido na maioria dos concursos vestibulares. A justificativa para o ensino dessas disciplinas é a necessidade de nossos jovens tomarem contato com a literatura e, assim, com a língua portuguesa escrita em sua mais alta expressão. Em suma, o conhecimento literário faz parte da formação geral e humanística que se espera de qualquer cidadão escolarizado.
No entanto, o ensino de literatura nas escolas tem-se restringido, as mais das vezes, à história da literatura brasileira e portuguesa, exigindo do aluno, por exemplo, que decore o fato de que o início do romantismo no Brasil se deu com a publicação, em 1836, de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, ou que o barroco se caracterizava, dentre outras coisas, pelo teocentrismo. Paralelamente, exige-se a leitura de alguns livros enfadonhos, como, por exemplo, os de José de Alencar, que não servem, atualmente, como modelo nem de estilo literário nem de uso lingüístico do português.
Leia o texto na íntegra.
(* Publicado na Folha de São Paulo, 10 de julho de 2000.)
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